domingo, 5 de janeiro de 2014

Lixo Termina hoje greve dos cantoneiros de Lisboa
A greve dos cantoneiros do município de Lisboa, que se prolongava desde o dia 24 de dezembro, em protesto contra a transferência de competências da câmara para as juntas de freguesia, termina hoje, ao final do dia.
PAÍS
Termina hoje greve dos cantoneiros de Lisboa
Lusa
No dia 12 de dezembro, os trabalhadores da higiene e limpeza urbana de Lisboa anunciaram que fariam greve à recolha do lixo entre os dias 24 e 28 desse mês. A paralisação foi marcada para o período entre as 00:00 do dia 24 e as 05:00 do dia 28 e afetou ainda as horas extraordinárias até ao dia 05 de janeiro.^


A Câmara de Lisboa já fez saber que, logo que a greve termine, na madrugada de segunda-feira, vai recolher lixo e varrer e lavar as ruas de cidade.

O objetivo, disse à agência Lusa o vereador da Higiene Urbana, Duarte Cordeiro, é "normalizar a situação o mais depressa possível".
A autarquia tem assumido as dificuldades que esta greve criou à gestão da limpeza e higiene urbana da cidade, mesmo tendo os trabalhadores cumprido os serviços mínimos e apesar da ajuda que a câmara recebeu das juntas de freguesia.
No dia 27 de dezembro, o presidente da autarquia, António Costa (PS), afirmou que os problemas de higiene urbana decorrentes da greve só deviam estar resolvidos a partir do dia 10 de janeiro.
O autarca anunciou ainda a colocação de contentores para entulho nas zonas da cidade mais afetadas pela ausência de recolha de resíduos. A câmara começou por disponibilizar 32 contentores e depois aumentou esse número para 52.
No dia 28 de dezembro, a Direção-geral da Saúde (DGS) emitiu um comunicado no qual recomendava aos lisboetas que evitassem depositar o lixo na rua durante esta greve, para prevenir situações de insalubridade e minimizar o impacto na saúde pública.
O vereador Duarte Cordeiro voltou ainda a sublinhar que, apesar de o protesto ter afetado a recolha do lixo, esta competência não transitará para as freguesias. No departamento da Higiene Urbana, apenas a lavagem e a varredura das ruas vão passar a ser responsabilidade das juntas.
Para o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), "a greve atingiu os objetivos, chamando a atenção de todos para o problema dos 1.800 trabalhadores que o município vai transferir para as juntas".
Vítor Reis, presidente do sindicato, lembrou que este protesto foi convocado também para defender o serviço público: "A transferência de competências para as freguesias pode ser a abertura da porta para a externalização da prestação do serviço. Não quer dizer que seja direto, nem para hoje ou para amanhã, mas este é um perigo real", afirmou.
O sindicato pretende que "os trabalhadores da câmara transitem para as juntas de freguesia em regime de mobilidade" e está ainda preocupado com "a possibilidade de as juntas não respeitarem os perfis funcionais dos trabalhadores".
Vítor Reis faz um balanço positivo da greve, mas considerou que "as razões do protesto se mantêm" e disse, por isso, que o STML "não descarta nenhuma forma de luta no futuro próximo".
Em causa está lei 56/2012, que regulamenta a reorganização administrativa da cidade de Lisboa, no âmbito da qual a câmara vai proceder à transferência de 1.800 trabalhadores da autarquia para as 24 juntas de freguesia, a partir de fevereiro deste ano.

Noticia:http://www.noticiasaominuto.com/pais/153826/termina-hoje-greve-dos-cantoneiros-de-lisboa#.UslqOPRdWSp

Morte de Eusébio

Figo lamenta a morte de Eusébio

O Pantera Negra está a ser homenageado pelo mundo do futebol nas redes sociais.

Figo lamenta a morte de Eusébio
O antigo futebolista português Luís Figo lamentou hoje a morte de Eusébio, reconhecendo tratar-se de uma «grande perda», através da rede social na Internet Twitter.
«The King!!! Grande perda para todos nós! O mais grande!!», pode ler-se no Twitter de Figo, que, em 2001, se tornou no segundo português a conquistar a Bola de Ouro, depois de Eusébio, que venceu o troféu em 1965.
O extremo do Espanyol e ex-capitão do Benfica Simão Sabrosa também recorreu à rede social Twitter para partilhar a sua emoção: «Triste muito triste. Descansa em paz King. És eterno!! RIP Eusébio».
Tal como o internacional português João Pereira, defesa direito do Valência, recorreu ao Twitter para apresentar as «condolências à família e amigos de uma lenda do futebol português». «Descansa em paz King Eusébio», rematou João Pereira.
«Que triste notícia Deus. Descansa em paz Eusébio. Serás sempre recordado», escreveu o extremo argentino do Benfica Salvio.
O internacional espanhol Xabi Alonso, do Real Madrid, foi dos primeiros futebolistas da atualidade a manifestar-se nas redes sociais, com a singela mensagem «RIP Eusebio (1942-2014), um dos grandes».
Mensagem semelhante partilhou o ex-jogador Marco Materazzi, igualmente no Twitter, considerando Eusébio uma «lenda».
Também os ingleses do Manchester United já manifestaram nas redes sociais o seu pesar pela morte do antigo futebolista luso.
«Estamos tristes por ter sabido que morreu Eusébio, lenda do Benfica. Ele era um jogador fantástico e um amigo do clube», pode ler-se na página oficial dos “red devills” no Twitter.
Eusébio da Silva Ferreira morreu às 04h30 de hoje, vítima de paragem cardiorrespiratória, disse à agência Lusa fonte do clube.
O “Pantera Negra” foi eleito o melhor jogador do Mundo em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial Inglaterra de 1966 foi considerado o melhor jogador da competição, na qual foi o melhor marcador, com nove golos. Na mesma competição, Portugal terminou no terceiro lugar.
Eusébio nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique.

Conteúdo publicado por SportInforma c/ Lusa

sábado, 4 de janeiro de 2014

Estudo afirma que cães orientam-se graças a bússola interna

Uma equipa de investigadores alemães e checos afirma que os cães possuem uma especial sensibilidade a campos magnéticos, o que lhes permite orientarem-se com mais facilidade, após um aprofundado estudo sobre a maneira como defecam e urinam.

Para urinar ou defecar, os caninos tendem a alinhar-se ao longo de um eixo norte-sul, desde que o campo magnético da Terra esteja estável neste momento preciso, descobriram os cientistas da Universidade de Duisburg-Essen (noroeste da Alemanha) e da Universidade de Estudos Agrícolas de Praga.
Do pequeno Yorkshire ao grande São Bernardo, a equipa analisou cerca de 7.000 dados fornecidos pelos proprietários de 70 cães de raças diferentes, e mediram o eixo dos corpos dos animais durante 1.893 evacuações e 5.582 urinações.
Os pesquisadores, no entanto, não encontraram nenhuma diferença significativa na sensibilidade ao campo magnético de acordo com a raça, indicou Sabine Begall, da Universidade de Duisburg-Essen.
«Descobrimos que os cães param ao longo de um eixo norte-sul - um pouco mais quando defecam do que quando urinam - mas somente se o campo magnético é estável», afirma Begall.
Para este estudo, recentemente publicado pelo jornal inglês Frontiers in Zoology, a equipa de dez pesquisadores instruiu 37 donos de cães equipados com bússolas para observar o comportamento dos seus animais de estimação.
Com esses dados, os cientistas conseguiram as primeiras evidências de que os cães são sensíveis ao magnetismo. Essa característica é importante porque, teoricamente, pode ser utilizada para a orientação dos animais na natureza 

Tudo o que precisa de saber sobre o novo programa Erasmus

"Foi aprovado esta segunda-feira, no Parlamento Europeu, o novo programa da União Europeia (UE) para a educação, formação, juventude e desporto. O Erasmus+, um programa de estudos no estrangeiro com arranque previsto para janeiro de 2014, tem um orçamento de 14,7 mil milhões de euros - o que representa um aumento de 40% em relação aos últimos sete anos - e prevê a criação de cerca de 4 milhões de bolsas.
De acordo com um comunicado enviado pela Comissão Europeia, o programa vai decorrer nos próximos sete anos e pretende reforçar o desenvolvimento de competências e empregabilidade, bem como apoiar a modernização dos sistemas de educação, formação e de apoio à juventude.
Este programa surge numa altura em que existem cerca de seis milhões de jovens desempregados na UE e só em Portugal há 100 mil jovens licenciadosinscritos nos centros de emprego. No entanto, existem também empregadores que falam das dificuldades em contratar pessoas com as competências de que necessitam. Assim, o Erasmus+ pretende reduzir o “fosso a nível das competências”, que se verifica no espaço europeu.
LEIA A INFORMAÇÃO PARTILHADA PELA COMISSÃO EUROPEIA 
O que é o Erasmus+?
O Erasmus+ é o novo programa da União Europeia para o ensino, a formação, a juventude e o desporto para o período de 2014-2020. Substitui os programas vigentes da UE em todos os domínios da educação, nomeadamente: o programa 'Aprendizagem ao Longo da Vida' – Erasmus (ensino superior), Leonardo da Vinci (ensino profissional), Comenius (ensino básico e secundário), Grundtvig (educação de adultos), o programa 'Juventude em Ação' e cinco programas de cooperação internacional (Erasmus Mundus, Tempus, Alfa e Edulink e o programa de cooperação com os países industrializados). Pela primeira vez, o Erasmus+ irá também providenciar o apoio da UE ao desporto, especialmente ao nível do desporto não profissional.
O programa Erasmus+ aumenta consideravelmente o financiamento da UE (+40%) destinado ao desenvolvimento de conhecimentos e competências, refletindo a importância do ensino e da formação na UE e nas agendas políticas nacionais. Visa reforçar não só o desenvolvimento pessoal e mas também as perspetivas de emprego.
O novo programa assenta na experiência e no êxito dos programas existentes, tais como o Erasmus, mas terá um impacto ainda maior. Baseia-se no pressuposto de que o investimento na educação e na formação é essencial para estimular o potencial das pessoas, independentemente da sua idade e dos seus antecedentes.
Que tipo de iniciativas irá o programa Erasmus+ apoiar?
O Erasmus+ tem como propósito aumentar a qualidade e a pertinência das qualificações e competências. Dois terços do financiamento serão utilizados para a concessão de bolsas de estudo a mais de 4 milhões de pessoas, permitindo-lhes estudar, receber formação, trabalhar ou fazer voluntariado no estrangeiro no período de 2014-2020 (em comparação com 2,7 milhões atribuídos para 2007-2013). O período de estudos no estrangeiro pode variar entre alguns dias a um ano.
O Erasmus+ está aberto a estudantes, docentes, estagiários, voluntários, líderes de organizações juvenis e a pessoas que trabalham em organizações de desporto não profissionais. A Comissão providenciará igualmente financiamento para parcerias entre instituições de ensino, organizações de juventude, empresas, autoridades locais e regionais e ONG, bem como para reformas destinadas a modernizar os sistemas de educação e formação e, ainda, a promover a inovação, o empreendedorismo e a empregabilidade.
Haverá um maior apoio para plataformas de TI, tais como o e-twinning, para ligar as escolas e outros prestadores de ensino e formação, através da Internet.
O programa Erasmus+ contribuirá para o desenvolvimento da dimensão europeia no desporto, contribuindo simultaneamente para abordar as ameaças que se colocam a nível transfronteiriço, como a viciação de resultados e a dopagem. Apoiará ainda projetos transnacionais que envolvam organizações desportivas não profissionais, promovendo, por exemplo, a boa gestão, a inclusão social, as carreiras duplas e o desporto para todos.
Como se distinguirá o programa Erasmus+ dos programas atuais?
O novo programa é mais ambicioso e de natureza estratégica, ao mesmo tempo que mantém os principais objetivos de melhoria das competências e da empregabilidade, bem como de apoio à modernização dos sistemas da educação, da formação e dos programas para a juventude.
O Erasmus+ irá desenvolver sinergias entre diferentes setores da educação e com o mundo do trabalho. Um programa único terá como resultado uma simplificação das regras de candidatura e dos procedimentos, evitando também a fragmentação ou a duplicação.
O programa tem várias características novas:
Um sistema de garantia de empréstimos, para ajudar os estudantes do grau de mestrado a financiar o curso completo no estrangeiro e a adquirir as competências necessárias para postos de trabalho com uma utilização intensiva de conhecimentos.
Alianças do conhecimento: parcerias em grande escala entre as instituições de ensino superior e as empresas para promover a criatividade, a inovação e o empreendedorismo, oferecendo novos currículos, novas oportunidades de aprendizagem e de qualificações.
Alianças de competências setoriais: parcerias entre os prestadores de educação e de formação e empresas, a fim de promover a empregabilidade e reduzir as lacunas de competências através da criação de novos currículos específicos e de formas inovadoras de ensino profissional.
Este programa integra programas atualmente separados e relacionados com a dimensão internacional do ensino superior, o que significa que a mobilidade no ensino superior entre a UE e os países terceiros será possível, bem como os projetos de reforço das capacidades com instituições de ensino superior de países terceiros.
O que vai mudar para os estudantes no âmbito do programa Erasmus+?
O acesso ao programa será aumentado de diversas formas. Por exemplo, o «Erasmus+» irá intensificar o apoio aos estudantes que pretendam melhorar as suas competências linguísticas antes de se deslocarem para a universidade em que decorrerá o seu Erasmus ou antes de entrarem em estágio. Além disso, o desenvolvimento de formas de aprendizagem flexíveis, tais como a aprendizagem à distância ou a tempo parcial, será incentivado através de uma melhor utilização das tecnologias da informação.
As bolsas concedidas pelo Erasmus+ serão mais fortemente centradas em necessidades específicas (como o custo de vida no país de destino) e proporcionarão um apoio reforçado aos estudantes provenientes de meios menos privilegiados, bem como às pessoas portadoras de deficiência ou provenientes das regiões ultraperiféricas. Os países podem complementar a bolsa da UE com bolsas financiados pelo seu próprio orçamento nacional ou regional.
Graças à garantia de empréstimo, haverá também um maior apoio aos estudantes que pretendam frequentar um curso de mestrado completo num outro país europeu. A garantia beneficia, em especial, os estudantes provenientes de meios desfavorecidos que tenham sido impedidos, no passado, de estudar no estrangeiro, devido à falta de financiamento ou bolsas a nível nacional.
Uma nova 'Carta Erasmus' contribuirá para uma experiência de aprendizagem de elevada qualidade, através do estabelecimento de acordos mais rigorosos entre as instituições de ensino superior, nos quais se especificará o nível mínimo requerido de competências linguísticas do aluno e se fornecerão informações pormenorizadas em matéria de alojamento e de vistos.
A mobilidade continua a ser um dos principais objetivos?
Sim: a mobilidade continuará a receber a maior parte (dois terços) do orçamento previsto para o programa Erasmus+. Embora se mantenha a tónica na mobilidade estudantil, o apoio aos professores, formadores e profissionais do setor da juventude será reforçado devido ao seu efeito multiplicador – estes são mais suscetíveis de alcançar um impacto sistémico ao porem em prática o que aprenderam no estrangeiro, após o seu regresso às respetivas instituições de origem.
Como abordará o programa Erasmus+ o desemprego dos jovens?
O Erasmus+ contribuirá para combater o desemprego dos jovens, dando-lhes a oportunidade de melhorarem os as suas competências-chave, como a proficiência numa língua estrangeira, a comunicação, a adaptabilidade, ou a possibilidade de aprender a viver e trabalhar com pessoas de diferentes nacionalidades e culturas.
O programa irá facilitar uma melhor cooperação entre as universidades e os empregadores, com vista a garantir que os estudantes beneficiem de currículos que sejam relevantes para as competências de que necessitam no mundo do trabalho. Além disso, contribuirá para que as instituições de ensino e as organizações de juventude desenvolvam laços mais estreitos com as empresas. Irá também apoiar reformas políticas em domínios prioritários, como o das competências digitais, e uma maior adequação do ensino e da formação profissionais ao mercado de trabalho.
O Erasmus+ sublinha ainda a importância da aprendizagem informal. A experiência demonstra que os empregadores apreciam as competências adquiridas através de experiências de aprendizagem não-formal, tais como o voluntariado. Com efeito, 75 % dos participantes no Serviço Voluntário Europeu afirmaram que as suas perspetivas de carreira melhoraram, graças a esta experiência.
Alguns estudos têm revelado igualmente que os estudantes que efetuaram parte dos seus estudos no estrangeiro são mais suscetíveis de aceitar um emprego no estrangeiro, ao entrar no mercado de trabalho.
Que mais faz a Comissão para aumentar a mobilidade dos estudantes e da juventude?
O financiamento é importante, mas não é, por si só, suficiente para tornar a mobilidade uma realidade para todos. Devemos igualmente suprimir os obstáculos aos níveis nacional e regional, por exemplo através da melhoria do acesso à informação, garantindo que os empréstimos e bolsas de estudo nacionais possam ser utilizados para estudos internacionais e melhorando o reconhecimento dos estudos e da formação obtidos no estrangeiro.
Em junho de 2011, os ministros da Educação da UE empenharam-se em remover os obstáculos ao estudo ou à formação no estrangeiro. Para acompanhar os progressos da presente agenda, a Comissão, juntamente com os Estados-Membros, desenvolveu uma 'painel da mobilidade', que dá conta do desempenho de cada Estado-Membro da UE. Os resultados serão publicados nas próximas semanas.
Os Estados-Membros acordaram também em metas de mobilidade para os estudantes do ensino superior e da formação profissional. Até 2020, pelo menos 20 % dos diplomados do ensino superior na UE deverão ter passado um período de estudo ou formação de nível superior no estrangeiro. No setor da formação profissional, mais de 6 % dos jovens de 18-34 anos de idade com uma qualificação inicial do ensino e da formação profissionais deverão ter beneficiado de um período de estudo ou formação no estrangeiro até 2020.
Por que motivo é necessária uma nova abordagem da UE à educação e à formação?
O mundo mudou consideravelmente desde que os programas em vigor atualmente foram criados. A UE está numa fase de recuperação de um dos períodos económicos mais tumultuosos da nossa época. Cerca de 6 milhões de jovens estão desempregados na UE; porém, 36% dos empregadores têm dificuldade em encontrar pessoas dotadas das competências de que necessitam. O défice de competências na Europa é alarmante, com quase 20% dos jovens de 15 anos de idade com falta de competências em leitura e 73 milhões de adultos com baixo nível de (ou sem quaisquer) habilitações.
O mercado europeu do trabalho está também a mudar. O número de empregos qualificados está a crescer, ao passo que o número de empregos pouco qualificados está a diminuir. Estima-se que, em 2020, quase 35 % dos postos de trabalho exigirão um nível elevado de qualificações (equivalentes ao grau de licenciatura). Um dos grandes objetivos da estratégia 'Europa 2020' é aumentar a percentagem de alunos que concluem o ensino superior para 40% (atualmente, são quase 36%). O programa Erasmus+ pode contribuir para este objetivo, ao ajudar as pessoas a enriquecer as suas competências, através de períodos de estudo e de formação no estrangeiro, e ao apoiar a inovação e a modernização das instituições de ensino e de formação.
Outro objetivo crucial a nível da educação consiste em reduzir a taxa de abandono escolar dos atuais 12,7% para menos de 10%. Para contribuir para que esta meta seja alcançada, o Erasmus+ apoiará a modernização de todos os níveis de ensino e de formação, nomeadamente do ensino básico e secundário, da primeira infância até ao nível secundário e à formação profissional inicial. Será apoiada a aprendizagem não formal através de intercâmbios e do voluntariado.
A cooperação e as parcerias com as empresas também podem colmatar o atual défice de competências, garantindo a adequação dos programas curriculares. Por conseguinte, o novo programa irá promover as parcerias transetoriais centradas nesta questão.
O que acontecerá ao abrigo do novo programa na educação de adultos?
A mobilidade individual dos discentes adultos deixará de ser apoiada, exceto como parte de uma parceria estratégica.
Os docentes e o pessoal envolvido na educação de adultos, no entanto, continuarão a beneficiar de experiências de aprendizagem individuais a nível transfronteiriço (tanto de curto como de longo prazo). As três atuais ações de mobilidade de pessoal (formação em serviço, contratos de assistente e visitas & intercâmbios) serão agrupadas numa ação. As parcerias estratégicas contribuirão para a modernização das organizações de educação de adultos.
Uma nova Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa (EPALE) será igualmente lançada.
O que é o novo requisito de 'livre acesso'?
O requisito de «livre acesso» garantirá que todos os materiais didáticos produzidos com financiamento do Erasmus+ serão livremente acessíveis a todos, com base no princípio de que tudo o que é financiado por dinheiros públicos deve beneficiar o público. Sempre que um beneficiário do programa Erasmus+ produza materiais didáticos terá de os colocar à disposição do público, através da utilização de licenças abertas e de recursos educativos abertos (OER).
Que países podem participar no programa Erasmus+?
Os Estados-Membros da UE
Os países em vias de adesão, os países candidatos e os potenciais candidatos que beneficiem de uma estratégia de pré-adesão
Os países da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA) que sejam parte do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (EEE)
A Confederação Helvética, desde que tenha celebrado um acordo internacional específico
Os países abrangidos pela Política Europeia de Vizinhança, sempre que tenha sido celebrado um acordo bilateral.
Os Estados-Membros da UE são automaticamente considerados 'países do programa' Erasmus+. Os outros países na lista supra podem tornar-se 'países do programa', desde que preencham condições administrativas específicas e criem uma agência nacional para a gestão do programa.
Todos os outros países do mundo são «países parceiros» e podem participar em certas ações ou de acordo com condições específicas."

Trabalhadores da Linha Saúde 24 em greve

"Os trabalhadores da Linha Saúde 24 pararam este sábado o serviço e concentraram-se à porta dos centros de atendimento de Lisboa e do Porto. O atendimento das chamadas a ser assegurado pelos supervisores, de acordo com informação avançada por um dos funcionários.
Os funcionários da Linha Saúde 24 vão parar durante 24 horas, a partir das 08h00, em protesto contra os despedimentos em curso, que consideram ser uma "retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceitado a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde".
Segundo Tiago Pinheiro, um dos funcionários que se encontra concentrado à porta do centro de atendimento de Lisboa, o serviço da Linha Saúde 24 costuma ser assegurado por "pelo menos 20 pessoas" e tem neste momento "três ou quatro supervisores" a trabalhar, o que representa "menos de um quinto do que é normal".
O mesmo funcionário sublinhou que nesta altura do ano, a Linha Saúde 24 recebe uma média diária de mais de três mil chamadas telefónicas.
CARTAS DE DESPEDIMENTO
Nos últimos dois dias, seis pessoas receberam cartas com aviso de receção de despedimento e outras esperam ainda recebê-las, uma vez que os seus nomes deixaram de constar das escalas de serviço.
Em comunicado, os trabalhadores referem ter demonstrado abertura para o diálogo, recebendo como resposta da concessionária "a retaliação, juntando mais ilegalidade à ilegalidade".
Os funcionários rejeitam qualquer tentativa de imposição de "uma redução salarial coercivamente e sob a ameaça, já concretizada para alguns, de despedimento", e exigem a readmissão e a reatribuição de turnos aos "colegas que foram ilícita e sumariamente despedidos como retaliação por não aceitarem baixar os seus salários em até 25%".
Os trabalhadores da Linha Saúde 24 vão ficar concentrados em frente aos centros de atendimento de Lisboa e do Porto até meio da manhã e voltam depois a concentrar-se às 17h00."

Segunda circular vai estar dois meses condicionada

"A circulação rodoviária na Segunda Circular, em Lisboa, no troço entre o Eixo Norte-Sul e a Estrada da Luz, vai estar condicionada a partir de amanhã e durante dois meses. Em causa está a construção de uma ponte para peões e bicicletas que liga Campo Grande, Benfica e Estádio Universitário, numa extensão ciclável de 9 km.
Entre as 22h00 de amanhã e as 05h30 de segunda-feira será feito um corte total da circulação no referido troço. A partir de segunda-feira e até meados de março, o corte será numa das três faixas de rodagem, em ambos os sentidos. Entre os dias 12 e 19 de janeiro, sempre das 22h00 às 05h30, será feito o corte total da circulação em ambos os sentidos ou alternadamente num dos sentidos.
A Câmara de Lisboa, em comunicado, apresenta aos condutores três circuitos alternativos. A primeira opção é a CRIL, saída Benfica, para quem entre em Lisboa pelo lado do aeroporto. Os condutores que entrem em Lisboa pela CRIL, a partir de Algés ou do IC19, no sentido do aeroporto, devem optar pela CRIL (saída Benfica, Calçada de Carriche, Eixo N-S, aeroporto, Sacavém ou Parque das Nações). Por fim, a solução Av. das Nações Unidas - Av. Cidade de Praga ou pela Av. Lusíada - Laranjeiras."


Regularização de dívidas rende 1,2 mil milhões ao Estado

"Cobrança de dívidas ao fisco e à segurança social gerou "receita recorde" em 2013.

O regime de regularização de dívidas fiscais e à segurança social em 2013, que decorreu entre 01 de novembro e 30 de dezembro, gerou "uma receita recorde" de 1,2 mil milhões de euros, revelou o Governo.
Em comunicado, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais classifica o regime de regularização de dívidas fiscais e à segurança social de 2013 como "o maior e mais bem-sucedido regime de regularização alguma vez ocorrido em Portugal"
Paulo Núncio adiantou que o valor provisório global das regularizações efetuadas chegou aos 1,2 milhões de euros.
O valor alcançado representa um aumento de 79%, ou seja, de mais 553 milhões de euros, face ao objetivo traçado pelo Governo de 700 milhões de euros.
Paulo Núncio refere ainda que o valor final superou também "em mais de 178 milhões de euros" os 1.075 milhões de euros alcançados com o mesmo regime em 2012, correspondendo a um aumento de 17%.
A nota enviada à comunicação social mostra que foram regularizadas dívidas fiscais no valor de 1.021 milhões de euros e à segurança social na ordem dos 232 milhões de euros.
Os valores cobrados por imposto atingiram os 720 milhões de euros no caso do IRS e do IRC e os 210 milhões de euros no que toca ao IVA e Imposto de Selo.
Já o Imposto Único de Circulação (IUC), o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) geraram uma receita de 90 milhões de euros.
O comunicado informa ainda que 319 mil contribuintes regularizaram as suas dívidas fiscais, dos quais 265 mil são contribuintes individuais e 54 mil empresas.
Relativamente à segurança social, contabilizaram-se 400 mil contribuintes aderentes, dos quais 120 mil contribuintes individuais e 280 mil empresas."